27 Novembro, 2009


Como se alguém me empurrasse pelos ombros... E eu naquela tentativa de acordar, levantar.
Essa semana estava repetitiva demais; cigarros, café, canela, ausência e aquela sensação de estar perdendo alguma coisa. Notícias ruins chegando via internet, telefone... Aquele primo que não está mas aqui agora ou a reforma do apartamento que vai atrasar quase um mes. Sonhos loucos, dias curtos, noites longas demais, esperando que o celular toque, que cartas cheguem, confirmações, declarações de amor... A única coisa que muda no meu celular são as horas, meu papel de parede e vezenquando umas amigas loucas ligando pra falar sobre namorados, um show e festas de fim de semana, tudo que eu não quero. O que eu quero está entre poesias e outras pessoas.



O seu olhar, seu olhar melhora, melhora o meu na minha playlist.

11 Setembro, 2009

Às vezes você me pergunta por que é que eu sou tão calado, não falo de amor quase nada, nem fico sorrindo ao teu lado. Você pensa em mim toda hora, me come, me cospe, me deixa. Talvez você não entenda [...]



Raul S.

12 Agosto, 2009

Essas tardes em que o meu corpo não sai do lugar enquanto minha cabeça gira o mundo, passa por tantas e tantas pessoas, livros, casas, coisas e acaba guiada pela fumaça do cigarro, escorrendo lenta no ar, depois sumindo, sumindo e depois eu olhando pra esse lustre colorido que pendurei há tantos meses nesse teto alaranjado, cor de ano passado e de noites insones de solidão, com cházinhos de Camomila, folhas e canetas que de nada adiantavam antes das quatro horas da manhã, talvez a próxima noite seja igual, noite de dor, dorzinha, dessa que as vezes é bom sentir e que quase grita no nosso ouvido que existe e ela existe mesmo, porque ela é cheia de poréns, porque ela tem um cheiro que gruda, sabe? Por meses, quem sabe anos. Gruda nas lembranças, nos sonhos. E mais, porque ela tem uma boca e uma língua e um beijo, que não sai, nunca mais da minha cabecinhagiramundo, dos movimentos da minha língua e consegue chegar na minha alma, roubando toda, inteira pra ela. E tem umas mãos que percorrem meu corpo, tira as minhas roupas, anseios, obrigações, atira tudo pro alto, para os lados da cama. Que vai, volta, não importa se é lua cheia, TPM ou época de provas. E acho que não é mais de dor que eu to falando, é de tardes subindo e descendo naquele elevador barulhento, e todos aqueles desejos que ficavam escondidos no quarto de canto, aqueles olhos que me olhavam cheios de promessas, que me olhavam outra vez querendo dizer quase nada disso vai acontecer... Que sempre voltam depois de dias e lágrimas... Me fazendo parar às quatro horas da tarde, olhando pro teto e pra fumaça do cigarro, rodando o mundo e querendo dor, língua, mãos escorrendo meu corpo e querendo afagar minha alma mais uma vez.

28 Julho, 2009

QualOquê?

Chicobuarquecafélivrosescreverdormirquatrohorasdamanhã
abraçosmuitosabraçoscafunécolocarinhovinilvinho
hamburguerfilmessofádeitarnochãogelado
banhodepiscinaanoitecigarrolulaqueirogamarinalima
nickdrakepierbarquinhoamigosárvoresprocurandonemo
liloestitchventonorostobanhodechuvabrigadeiro
guardasombrinhaviajarcasadecampocheirodepipoca
deitarnagramaolharaluapraiaanoitebelchiormeias
morangochocolatetequilasallimãoapelidinhosfofos
refúgiopessoasvermelhoaviãobolinhaslistras
batatafritapizzafantauvamombojóloshermanos
urcapassatempocaiofernandodeabreuamor

amor.

amor.

10 Julho, 2009

De amor.



Eu disse pra você que esse fogo já subiu pela escada, incendiou o edifício e se espalhou pelas ruas entupidas de pessoas inflamáveis [...]


Lula Queiroga.

14 Junho, 2009

Me apaixonei por um olhar, por uma maneira estranha de distribuir afeto. Me apaixonei por um par de bochechas rosinhas, por uma maneira linda e doce de ver as alegrias e as dores do mundo. E agora seria uma boa hora de recomeçar, de acreditar mais uma vez nisso de que o amor pode existir. Porque existe, eu sei. No lugar das noites de chuva mal dormidas eu quero cafunés, colo, vinho e bolero. Eu quero o cheiro de carinho e abraços apertados. Eu quero ter essa certeza de que posso declarar todo meu afeto sem medo, sem culpa. É estranho ainda, acordar e sentir que as dores causadas a mim diminuem a cada nascer do sol, a cada rajada de vento em meu rosto. E é estranho pelo fato de que eu achei mesmo que estava sendo largada por um amor que, sem o qual, eu não conseguiria seguir.
Aaaah, a vida! E os seus encontros casuais.
Eu quero apostar as minhas fichas, e então?

Por amor ou por besteira?

12 Junho, 2009

É Deus, parece que vai ser nós dois até o final, eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro [...]

Tipo apaixonadinha! *.*